Sai da Sitel com uma mão na frente e outra atrás, sem poder receber nada. Eu tinha direito por receber? Sim, mais de 500 reais. Mas meu contrato por dois dias já tinha entrado na vigência de tempo indeterminado (o de experiência terminou sábado, dia 8) e por isso eu vou ter descontada uma multa de um salário (695 reais) por não ter pagado aviso prévio, que engole todo o proporcional de décimo terceiro, férias e os dias trabalhados de junho. Enfim, não tinha o que fazer, eu precisava sair mesmo, qualquer diazinho mais trabalhado não me resultaria em nada a essa altura. Se fosse o contrário e a empresa me demitisse um dia depois dos 90 dias de experiência, ela teria que me pagar multa, então a verdade é que ela tem o direito de me descontar. Eu deveria ter me demitido no dia 7, sexta, meu último dia trabalhado e último dia útil do meu contrato, mas eu só recebi a certeza da Bosch às 19h50, e eu estava em casa, faltavam só 10 minutos para o expediente da Philips acabar e o do RH já tinha terminado. Como na Bosch já começa dia 17, no fim de junho alguma coisa eu já estarei recebendo por conta da Bosch. Agora parece que eu trabalhei a primeira semana de junho inutilmente para a Sitel (foi desgastante e eu senti mais por essa parte do que pelos outros direitos), mas e se a Bosch não tivesse me chamado, né? Foi o coerente a se fazer pra garantir onde eu já estava. O importante é que agora já levei os documentos que a Bosch me pediu e quinta vou fazer tanto o exame demissional da Sitel (de manhã) e o admissional da Bosch (de tarde).
Gostei muito do que ouvi dos meus supervisores ao sair. Coisas como: "você era uma das poucas pessoas que valiam a pena aqui", e "a vaga de backoffice tinha 80% de chance de ser sua", fez eu sentir meu valor reconhecido, e mais que isso, que meus supervisores me reconheciam como eu os reconhecia. Hoje até acordei me sentindo um pouco estranha por não ir pra Sitel, mas basta eu lembrar como eram os atendimentos que eu me sinto feliz por estar em casa esta semana.
Além dessa vida em call center, eu continuo dando aula de espanhol em uma escola de idiomas. Estou um pouco enjoada da metologia (até então eu aparentemente enjoo fácil dos meus trabalhos) e pensando em sair, quando justo nesse momento uma escola que eu enviei currículo no início do ano me chamou para uma entrevista (também na quinta, fim da tarde, um dia bem decisivo profissionalmente falando). Parece que o regime é CLT e eu vou meter as caras, se eu passar, tiver disponibilidade, eu vou. E continuarei com dois empregos.
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