quinta-feira, 20 de junho de 2013

Chubb Seguros

Semana passada, além de me demitir, fiz os exames demissional de uma empresa e admissional da outra. Tive que voltar na Sitel Bresser onde tudo começou, e dessa vez pude perceber que, por ser mais nova, é bem superior a Sitel Barra Funda. A sala de descanso é um ótimo exemplo comparativo.

Andei pelo site, tomei conhecimento de 4 operações, uma delas a Chubb Seguros, que hoje descubro que é para quem eu vou trabalhar na Bosch! Se vai sair da Sitel, não sei.

Não comecei na segunda, semana passada me ligaram avisando que seria nesta quinta, dia 20. Os dois dias de treinamento desta semana são para apresentar a Bosch e tirar dúvidas com o RH, pois é o responsável que ministra esta etapa.

Pessoas que já trabalharam com seguros me fizeram pensar em casos que eu não tinha pensado ainda: acidentes com morte. Quando ligam atrás do seguro de vida de alguém. Caramba! Vou me sensibilizar, certeza. Mas como o atendente abre o chamado, pelo menos útil eu devo ser bem mais que na Philips. Alguns disseram que são bem demorados, como roubo de casas... Estou bem curiosa com o conteúdo do que eu vou lidar.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Philips/Sitel: considerações finais

Antes de começar essa vida de atendimento, eu pesquisei a respeito, como sempre faço com tudo que me interessa. Inclusive, há várias postagens aqui antes de eu sequer começar um dia de treinamento!

Quem encontrou depoimentos sobre a Contax, Teleperformance e Atento no Reclame Aqui já pode imaginar quais são os problemas mais comuns. Só poder ir ao banheiro nas pausas previstas, pressão por conta de TMA (tempo médio de atendimento), coação por parte dos supervisores, metas impossíveis de serem alcançadas pra receber a variável e programa de incentivo nulo. Na Philips, tem coisa que com pouco tempo você se acustuma e não se ilude mais. Exemplo: variável dificilmente o SAC consegue, é mais pro suporte técnico. A TV que você pode ganhar de incentivo é bem difícil por ser uma por mês pra toda operação de representantes, mas pelo menos não é pra empresa toda. TMA não tem, pode fazer pausa pro banheiro fora das pausas previstas e os supervisores são legais, ou eu que era privilegiada e não sabia, mas pelo que eu vejo, eles ajudam, são flexíveis. Nunca vi casos de advertência, as pessoas faltavam sem muita chance de serem demitidas (e também de serem promovidas, vale lembrar), não cheguei a ver monitoria. Muitas vezes acho que casos de reclamação são de pessoas que não valorizam o ato de trabalhar. E a Sitel cumpria bem sua obrigação de pagar em dia.

Agora é esperar segunda pra ver como vai ser o atendimento de seguros no call center da Bosch. O treinamento é de 20 dias. Já ouvi falar que atende bem mais por dia do que eu atendia (meu máximo deve ter sido cerca de 60 numa segunda em horário integral, o que em seguros parece ser o normal em 6 horas de trabalho).

P.S.: Uma coisa que a Sitel ganha da Bosch é a lanchonete e o serviços baratos de manicure e depilação de sobrancelha que tem para as meninas. 10 reais cada!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Demissão que saiu de graça pra Sitel

Sai da Sitel com uma mão na frente e outra atrás, sem poder receber nada. Eu tinha direito por receber? Sim, mais de 500 reais. Mas meu contrato por dois dias já tinha entrado na vigência de tempo indeterminado (o de experiência terminou sábado, dia 8) e por isso eu vou ter descontada uma multa de um salário (695 reais) por não ter pagado aviso prévio, que engole todo o proporcional de décimo terceiro, férias e os dias trabalhados de junho. Enfim, não tinha o que fazer, eu precisava sair mesmo, qualquer diazinho mais trabalhado não me resultaria em nada a essa altura. Se fosse o contrário e a empresa me demitisse um dia depois dos 90 dias de experiência, ela teria que me pagar multa, então a verdade é que ela tem o direito de me descontar. Eu deveria ter me demitido no dia 7, sexta, meu último dia trabalhado e último dia útil do meu contrato, mas eu só recebi a certeza da Bosch às 19h50, e eu estava em casa, faltavam só 10 minutos para o expediente da Philips acabar e o do RH já tinha terminado. Como na Bosch já começa dia 17, no fim de junho alguma coisa eu já estarei recebendo por conta da Bosch. Agora parece que eu trabalhei a primeira semana de junho inutilmente para a Sitel (foi desgastante e eu senti mais por essa parte do que pelos outros direitos), mas e se a Bosch não tivesse me chamado, né? Foi o coerente a se fazer pra garantir onde eu já estava. O importante é que agora já levei os documentos que a Bosch me pediu e quinta vou fazer tanto o exame demissional da Sitel (de manhã) e o admissional da Bosch (de tarde).

Gostei muito do que ouvi dos meus supervisores ao sair. Coisas como: "você era uma das poucas pessoas que valiam a pena aqui", e "a vaga de backoffice tinha 80% de chance de ser sua", fez eu sentir meu valor reconhecido, e mais que isso, que meus supervisores me reconheciam como eu os reconhecia. Hoje até acordei me sentindo um pouco estranha por não ir pra Sitel, mas basta eu lembrar como eram os atendimentos que eu me sinto feliz por estar em casa esta semana.

Além dessa vida em call center, eu continuo dando aula de espanhol em uma escola de idiomas. Estou um pouco enjoada da metologia (até então eu aparentemente enjoo fácil dos meus trabalhos) e pensando em sair, quando justo nesse momento uma escola que eu enviei currículo no início do ano me chamou para uma entrevista (também na quinta, fim da tarde, um dia bem decisivo profissionalmente falando). Parece que o regime é CLT e eu vou meter as caras, se eu passar, tiver disponibilidade, eu vou. E continuarei com dois empregos.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Não vale mais a pena: 3 meses de Sitel

Nesta segunda cheguei na operação e manifestei para o supervisor do suporte técnico, que é o primeiro a chegar, meu desejo de sair da empresa. Estou na Sitel neste momento, na sala Philips (que é de descanso), esperando meu supervisor direto chegar para oficializar a decisão junto ao RH.

Completei os 90 dias do chamado contrato de experiência neste fim de semana, e sei que ao fim dele se uma das partes manifestar o interesse em não dar continuidade para um contrato por tempo indeterminado, os direitos são (focando no caso do empregado):

- Não pagar multa de aviso prévio, pois o prazo do contrato chegou ao fim naturalmente;
- Retirar o FGTS;
- Dias trabalhados no mês;
- Valor correspondente ao proporcional das férias (no meu caso, 3 meses) + 1/3;
- Valor correspondente ao proporcional do décimo terceiro salário

Sei que não tenho direito a seguro desemprego.

Eu, como estudante de pós-graduação em hotelaria e sendo atendente praticamente como um estágio, acredito muito que as empresas devam investir na sua boa imagem perante ao público. Uma coisa arriscada da Philips é trabalhar com prazos muito elevados e aparentemente sem ter gente suficiente para cumprir todos os prazos. Isso me desagrada e mais ainda os consumidores. TV é um bem caro e de uso frequente. Os casos tardam, são resolvidos, mas a verdade é que a assistência técnica poderia ser melhor. Para mim, trabalhar contrária ao que eu acredito como qualidade, não vale a pena, ainda mais correndo risco de assalto e vivendo com essa sensação de insegurança.

Outra coisa que eu vejo e não gosto na Sitel é que as funcionárias da limpeza só limpam os banheiros. A operação, a sala Philips, todo o resto, fica com copinhos, embalagens, fazendo aniversário sem ninguém limpar. Certo, não são lugares para comer, mas também não são lugares para limpar? Usamos tênis, mas imagina quanta terra deve ter no chão de onde não limpam. E poeira, porque o sofá que eu estou sentada já está me dando alergia. Sofá velho e rasgado...

Enfim, boas condições de trabalho e melhores salários são essenciais para evitar a rotatividade desse tipo de empresa. Menos rotatividade gera melhor atendimento, distribuição de tarefas, otimiza, deixa eficiente. Fica a crítica como sugestão para melhorar, porque pode até encarecer, mas são pequenos detalhes que são revestidos em maior lucro.

Espero encontrar na Bosch supervisores tão legais quanto os que eu tenho. Obrigada, Sitel. Aprendi bastante aqui.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Análise das opções que eu tenho no momento: outro emprego e backoffice

Passei na dinâmica da Bosch e tenho que levar os documentos até quarta, 12/06. Terça, 11/06, completo 3 meses na Sitel e por coincidência para essa época abriu outra vaga de backoffice, agora do tipo Junior (eu me inscrevi para Sênior, que precisava ter inglês avançado, e nunca soube se sequer poderia participar ou se o processo seletivo chegou a acontecer). Meus supervisores já me sondaram novamente para preencher ficha e participar, já que dessa vez existe mais a certeza de que eu sou elegível (tenho 3 meses de operação e só uma falta justificada, para participar pode ter até duas faltas justificadas). O salário é 957 e uns quebrados, uma supervisora que tem mais meu estilo de trabalho (cobra resultados), período integral, trabalha sábado se não cumprir meta, e não se livra de falar com os consumidores, é necessário ligar para eles também... Na verdade o 6x1 da Bosch era mais vantajoso que isso, e ainda que eu tenha escolhido o 5x2 mesmo, eu quase não tenho dúvidas de que a minha opção é a Bosch, principalmente por questão de segurança. Na verdade, eu sinto um pouco de tristeza porque eu reconheço que na Sitel não tem um clima pesado, dá para se levar bem com os supervisores e até o coordenador... Hoje mesmo um supervisor me elogiou pela destreza no sistema e atendimento. E eu não sei como vai ser o outro lugar. Eu vou sentir saudade de umas pessoas, mas é tudo muito rotativo mesmo para eu me prender por isso. Eu só pensei que minha amiga e vizinha de PA, quem me recomedou a Bosch, fosse entrar na jornada comigo, mas ela teve problemas e não foi na dinâmica... Vou sentir realmente saudade dela do lado, me ensinando e apoiando. E tem outra: eu nem sei se conseguiria virar backoffice. Não sei quantas vagas, quantas pessoas boas vão tentar. E eu com certeza não aguento mais ser o SAC de TV. Ou melhor, não aguento mais a Philips. Claro que quem trabalha com reclamações tem contato com a pior parte, mas as situações dos clientes me doem quase como se fossem comigo, não quero mais lidar com isso. Ainda não sei quantos pepinos vão ter na Bosch, mas pelo menos outros 3 meses eu aguento. Se as oportunidades lá forem boas, estarei aberta. Se eu não gostar, acho que debando de uma vez buscar algo na minha área. Pelo menos 6 meses de experiência eu já vou ter até lá.

Inexplicável 2

Dois consumidores esta semana que ligavam todos os dias (às vezes mais de uma vez) para saber se seu aparelho com mais de 30 dias na autorizada seria trocado por um novo (direito consedido pelo Código de Defesa do Consumidor), são atendidos por mim, que acabei sendo responsável por dar as boas novas de que sim, receberiam um novo aparelho, simplesmente NÃO ME DÃO OS DADOS NECESSÁRIOS PARA A LIBERAÇÃO DO PRODUTO porque querem que a Philips ligue para pegar os dados, e não que peguem quando eles ligaram. E dá tudo na mesma. Faz sentido isso? Pensei que estavam ansiosos e não queriam esperar... Mas são só mais uns que entram para o grupo dos consumidores com razão, porém chatos.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Philips do Brasil

Hoje comecei a minha escala 5x2. Meu horário agora é das 8h30 às 16h42. Vou fazer extra esta segunda e terça para sair mais cedo para a entrevista na quarta, então entrei 8h e vou sair 17h12. Não estou gostando porque fico sem ter o que fazer e me deslogam da minha PA durante o almoço. O sistema Kana está lento hoje, mas agora não perdemos mais tanto tempo transferindo consumidores e eu aprendi a ignorar um pouco mais as dores deles. 

Hora de voltar ao trabalho...

domingo, 2 de junho de 2013

Bosch

Iniciei um processo de seleção para ser funcionária de um call center da empresa Bosch. A Bosch é uma empresa alemã de tecnologia, mais conhecida por suas peças e eletrodomésticos (minha mãe tem uma geladeira Bosch, inclusive). Passei na primeira etapa e quarta, 05/06, é a segunda etapa. Resolvi escrever aqui sobre isso porque é sempre bom nesses processos seletivos ter clareza das motivações que fazem você querer trabalhar numa empresa. E se eu vou para um processo seletivo, é porque a empresa me interessa.

Primeiramente, eu não estava procurando emprego quando surgiu essa oportunidade, eu estava esperando completar 3 meses na Sitel, ver se eu poderia virar backoffice, antes de procurar outra coisa. Isso é importante de se ressaltar numa entrevista, porque não é como se tão cedo eu já quisesse pular fora de onde estou. Minha amiga foi quem teve o currículo selecionado e fez a primeira fase do processo antes de mim, aí me contou que estavam aceitando indicações e o que me atraiu:

- Localidade: próximo a Av. Paulista, chego mais rápido do que na Barra Funda, que apesar de perto da minha casa, é contra-mão de ônibus;
- 5x2 meio período e folgando finais de semana;
- Trabalhar menos ganhando mais: o salário é 100 reais maior do que onde estou agora. Eu trabalho 36 horas semanais e na Bosch por 100 reais a mais eu trabalho 30 horas;
- Ser uma multinacional além de só call center, e também a chance de trabalhar em outros países

A localidade foi um fator que pesou bastante porque andam ocorrendo assaltos a mão armada nas imediações da Sitel...

Por que deveriam me contratar? Bom, eu visto a camisa da empresa onde eu trabalho. Se eu vir qualquer coisa da empresa, sinto um certo orgulho por fazer parte daquilo, principalmente no caso de multinacionais, que todo o mundo conhece. Ainda que podendo melhorar, eu gosto de saber um pouco mais como a Philips funciona por dentro.

Eu quero trabalhar numa multinacional e crescer. Isso vale para hotelaria que atualmente é minha área de estudo. Gosto de atendimento e do contato internacional. Na Bosch, eu visaria oportunidades nas áreas administrativas. No futuro eu quero ser quem toma decisões importantes.

Não sou de faltar, levo a sério qualquer coisa que eu faço, me importo com a imagem da empresa, pego muito rápido os procedimentos, percebo quando algo foi feito errado, corrijo, e sei respeitar ordens e hierarquias.

Na verdade, tudo isso que eu escrevi serve para qualquer empresa e entrevista. :) É tanta coisa que eu me atrapalho e nem lembro de falar tudo. O pior é que nunca sai bonito e enfático do jeito que eu gostaria.

Obs.: mudei o nome do blog!

sábado, 1 de junho de 2013

Até quando eu vou ser teleoperadora?

Teleoperador é um nome bem descritivo para a função, mas não sei porque carrega uma conotação ruim, de um trabalho que precisa de pouco estudo. Acredito que seja pela palavra "operador", que direciona o emprego para nível operacional, o que para as empresas significa trabalho que precisa de menos escolaridade. Vejo que para muitas pessoas é preferível dizer "atendente de telemarketing", ou só atendente. Ou quando me perguntam, o nome da profissão que está na minha carteira de trabalho: representante de atendimento. No fim, é tudo a mesma coisa.

Eu gosto da função. A próxima etapa para unir a carreira com os estudos é buscar um emprego de atendimento para operadoras de turismo, hoteis ou companhias aéreas. Como a área do turismo exige bastante nível superior para atuar com as empresas, jamais chamariam a profissão de "teleoperador". Nesse caso é "agente de reservas", ou "auxiliar de reservas". Já tenho algumas opções em mente, mas como é um trabalho com alta rotatividade, sempre tem mais onde buscar:

Decolar.com (call center próprio)
GOL e Hoteis.com (ambos na Teleperformance)
TAM (na Contax, mas tem uma célula que é call center próprio)
Azul (call center próprio)
Avianca (call center próprio) - já falhei nessa entrevista uma vez, mas hoje com mais experiência tentaria de novo
Hotel Estanplaza (call center próprio como a maioria dos hoteis, tenho conhecidos na empresa que poderiam me indicar)
*preferência por companhias aéreas

Os call centers de hoteis muitas vezes folgam domingos e feriados, só trabalham alguns sábados e é período integral. Os call center de companhias aéreas são 6x1, folga por escala e meio período.

Esses dias fiz uma entrevista para trabalhar no call center da Bosch (prestando serviço para uma seguradora) graças a indicação da minha amiga também teleoperadora. Eu já estava planejando sair da Philips/Sitel quando completasse 3 meses para procurar algo na minha área da pós, mas eu gostei de saber que esse call center tem 5x2 folgando aos fins de semana e trabalhando meio período. Ainda ficaria tranquilo para terminar este ano de estudos. E a Philips/Sitel nada de me dizer se eu vou poder participar do processo seletivo para backoffice, então vai aumentando o risco de me perder.