Lembramos o quanto a Philips era ruim, principalmente comparada a conduta que esperam de mim na Bosch e que conta na monitoria (post abaixo). Não me esqueço do cliente que disse que eu deveria me envergonhar de trabalhar para a Philips, e sinceramente minha vontade era de dizer que eu me envergonhava mesmo e só fazia isso por experiência profissional (e por ser no período da manhã, receptivo, em geral raro para início em call center).
Depois que me despedi da minha amiga, lembrei de um evento que não lembro se contei aqui: da mulher que ligou porque a mãe que tinha esquizofrenia implicava com a TV e por isso queria saber se a Philips trocava o modelo. Hahaha, minha senhora, toma que o filho é seu. Imagina, resolver o problema psiquiátrico da mãe estava mais fácil do que receber outra TV da Philips. Nem quem tinha mais razão recebeu até hoje! Vejo na página da Philips no Facebook reclamações com numeração de protocolo de quando eu ainda trabalhava lá! Minha amiga que ficou um pouco mais do que eu disse que eles mudaram os procedimentos de atendimento, limitando cada vez mais o operador e só dando abertura para fazer o que a Philips faz de melhor: enrolar. Não adianta mudar o atendimento, o problema não está na Sitel (apenas quem encoberta), mas sim na empresa que tem um péssimo controle de qualidade, praticamente não fabrica peças para conserto e tem dificuldade de liberar uma nota fiscal para as TVs fruto de troca serem entregues às transportadoras. Não sei se já tinha exposto aqui todos os problemas da Philips, mas vou abrir o jogo dizendo agora o que eu penso: parece muito estelionato. Não sei como a justiça ainda não autuou essa empresa. Meu namorado que é advogado me incentiva a escrever um texto em detalhes e divulgar para a mídia. Se até agora eu não falei mais é por respeito às pessoas com quem eu trabalhei e dependem do emprego (pessoas aliás sem ambição, porque o salário é baixo e tem muita coisa melhor no mercado de oportunidades), mas eu fico indignada com tantos consumidores lesados. Para falar só um pouco mais mal do que é o atendimento na Philips, ser supervisor lá é um cargo excelente, porque não faz nada além de controlar ponto, já que se recusa ao máximo falar com o consumidor que o solicita (bastando ratificar o que já foi dito pelo operador).
É, hoje eu estou revoltada.
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