quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Opções até o momento

Pelo jeito vou ser mesmo teleoperadora. Hoje fui para a entrevista de Recepcionista Bilíngue e para a minha surpresa era um RH do tamanho de uma sala (com algumas separações), no centro (mas também está presente em outros bairros). Preenchi uma ficha, tive que fazer uma redação livre de no mínimo 10 linhas e escolhi falar sobre disciplina, algo que considero muito importante mesmo que ainda não a tenha para tudo na vida (é um objetivo pessoal). Eu era a única ali para a vaga no momento, e quando fui chamada para falar um pouco sobre mim, na pergunta "nível de inglês", fui sincera: um pós-intermediário (falta de prática é f***). Se a entrevista fosse em inglês, talvez eu até conseguisse enganar a mim e a todos, a selecionadora quem ia avaliar o que achava do meu inglês, mas como a pergunta era sobre a MINHA avaliação do meu inglês, foi feita em português (a selecionadora provavelmente não falava inglês), eu não consigo mentir, até porque já está virando um ponto fraco meu (preciso fazer intercâmbio urgente, voltar para aulas de inglês...). Ela disse que precisava de inglês fluente porque ia lidar com bancos, bolsa de valores, enfim, um vocabulário rico que eu não tenho mesmo, e do que adiantava ser encaminhada para outro lugar, outra entrevista (porque com certeza não ia ser decidido ali) e passar vergonha? As pessoas acham que eu me subestimo (talvez um pouco), mas acho que tenho humildade em reconhecer que nesse momento não tenho o que precisa para fazer um bom trabalho. Outro ponto negativo é que a empresa era em Jurubatuba (NUNCA OUVI FALAR), extremo sul, próximo a estação de mesmo nome do CPTM (que depois eu vi até daria para chegar pegando ônibus até a Paulista, linha amarela até Pinheiros e ali fazendo a troca para a linha esmeralda da CPTM, mas leva uma vida, de qualquer forma). Quando me ligaram, disseram somente que era na zona sul, eu imaginava algo até o metrô Conceição mais ou menos...

Ontem na Atento foi ridículo, a tal entrevista / dinâmica / bate-papo com o supervisor não aconteceu porque ele faltou e simplesmente fomos todos aprovados. Eu não deveria reclamar de conseguir coisas facilmente, mas é que compromente a seriedade da empresa. Dia 25/02 (segunda) vão nos ligar informando o local de treinamento, que já começa dia 26/02 (terça). O ruim na Atento é que os 5 primeiros dias não são remunerados em nada, a carteira é assinada no sexto dia de treinamento (o que dá tempo de avaliar se é isso mesmo que a pessoa, no caso eu, quer) e nada de vale transporte reembolsado. Isso é que falta de opção, mas no último caso vai ser a minha escola de atendimento, que vai ser útil depois para fazer minha imagem em companhia aérea ou hotel... Ah, ontem já que precisava descer no centro para pegar meu ônibus para casa, aproveitei e também fui no RH da Contax que seleciona para TAM, fazer média e esclarecer minhas dúvidas sobre como ser chamado para um horário da manhã, que é basicamente dar a sorte de estar lá no dia que tiver a vaga...

Antes da Atendo, 9h20 da manhã, me ligaram para fazer uma entrevista para vaga de Recepcionista, que seria hoje, mas nem fui porque o horário de trabalho era das 10h às 19h45 (conflita com a minha pós). Antes da moça dizer o horário, já estava ficando preocupada com as muitas opções que estavam surgindo (mulher é f*** para decidir), afinal ainda não tinha feito a entrevista de hoje para Recepcionista Bilíngue (isso que uma menina no dia da seleção da Contax também pegou meu currículo para encaminhar para o hotel que o namorado dela trabalha, vai que dá em algo). Agora, além da Atento, resta a Sitel amanhã. Eu tenho um favoritismo pela Sitel, mas acho que vai depender um pouco de quando começa o treinamento, porque já me deram um chá de cadeira para uma vaga que, como eu já contei aqui, foram voltar a me chamar tendo disponível só horário vespertino, que eu tinha deixado claro 3 semanas antes que não podia...

E também hoje, decidida a fazer algo que, ainda no telemarketing, tivesse mais a ver com a minha área, por desencargo de consciência liguei na Teleperformance e perguntei se havia vaga para o produto Hoteis.com. Sim, havia! Mas apenas vespertino, novamente... Triste, triste, realmente para conciliar com a faculdade, não tem muita opção pela manhã.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Entrevistas

Escrever é bom, né? Eu não sei se um dia eu vou ter visitantes no blog, mas acho legal compartilhar experiências, nem que seja comigo mesma. Me dou conta do quanto aprendo com a vida.

Continuando a história do primeiro post de quando eu passei a procurar grandes empresas de telemarketing: comecei pela Sitel, já que a empresa tinha me causado boa impressão e havia passado os 6 meses necessários para eu tentar uma nova vaga. A Sitel não é uma das maiores, mas tem muitos produtos, como: Microsoft, Dell, Lenovo, Kellogg's, HP, Nívea, Philips, PayPal, entre as que eu sei. Aliás, quem é da área vai pegando expressões como "produto", que nada mais é do que os clientes que terceirizam, e "site", que é o lugar que você vai trabalhar. A Sitel ficou mais criteriosa durante esses 6 meses, pois eu não encontrava vagas que não precisassem de experiência anterior. Inclusive, a vaga para qual eu fiz entrevista da primeira vez, agora paga R$3.500!! Eu não pensava em começar com ela, e sim mais "do começo" (dizer "de baixo" é menosprezar o trabalho de algumas pessoas). Encontrei uma vaga que pagava o mínimo e não precisava de experiência e fui chamada para a entrevista. Depois da provinha com uma redação sobre qualidade de atendimento, conversei com a selecionadora e ela quis me oferecer uma vaga melhor. Eu fui para a vaga de SAC da Philips e ela me ofereceu o atendimento do PayPal, que ganhava melhor. Aceitei, mas existia uma preocupação: o horário. Não podia entrar no meu horário da pós, ou seja, eu não podia trabalhar depois das 19h15. Ela disse que era uma operação nova e por isso teria mais disponibilidade para manhã que a Philips, inclusive. Tive que fazer duas outras provas para mostrar meu nível de português e agora também de inglês, pois a vaga exigia um português melhor e inglês básico pela ferramenta ser em inglês. Fui muito bem na prova, mas como aquele não era o dia oficial da seleção PayPal, não tive como fazer a entrevista com o supervisor no mesmo dia, que só vai acontecer esta semana, 21 de fevereiro. Para garantir, fui procurando outras empresas, inclusive depois de descobrir que a TAM terceiriza o SAC, as reservas e o Multiplus pela Contax. Companhia aérea!!! <3 Mas como tinha interesse genuíno na Sitel (que é mais seleta, não tem seleção todos os dias) e sabia da fama da Contax, já imaginava para qual daria preferência. Para minha surpresa, quando a Sitel me chamou, a vaga tinha disponibilidade somente para o período da tarde que inclui o horário da minha pós... Fiquei muito chateada, porque a selecionadora tinha me dito outra coisa. Argumentei com ela e ela me ofereceu novamente a vaga da Philips. A seleção é dia 22 de fevereiro agora, sexta-feira. Vamos ver...

Durante a espera da entrevista com o supervisor da Sitel, me inscrevi numa vaga da Contax para TAM. A surpresa aqui é que ao ser chamada fico sabendo que só no fim do processo seletivo é que o selecionador vai dizer em que produto meu perfil se encaixa. Ora, mas eu me inscrevi para a vaga da TAM! Enfim, como eu não tinha nada a perder, fui torcendo para o meu perfil ser o da TAM. Fiz o processo de sempre, e no final, o velho problema: incompatibilidade de horário. Só tinham vagas a partir das 14h! Na verdade, isso é bem comum nas empresas de contact center. Os horários da manhã são muito concorridos. Saí sem saber qual produto seria o meu perfil (se é que pensaram em um, ou me descartaram antes). A verdade é que só para a Avianca eu abriria a mão da minha pós por um semestre, afinal, isso de companhia aérea foi que começou tudo, inclusive a ideia da pós, e eu seria contratada pela própria Avianca e não uma empresa terceirizada, teria chance de participar da seleção interna para Agente de Aeroporto, direito a passagens aéreas, etc... Hoje a Contax me ligou novamente para uma entrevista amanhã (20/02) às 15h especificando que seria para a TAM, mas novamente horário da tarde... Acho que vou no endereço que me deram só para tentar me dar uma forcinha mesmo, se eles lembram de mim quando houver vaga pela manhã. Eles dizem que vão ficar com seus dados até aparecer outra vaga no seu perfil (no meu caso, algo pela manhã, porque na prova eu passei, obviamente, e entrevista não teve ou eu não cheguei a fazer), mas eu duvido muito, como tem seleção todo o dia, quem estiver lá quando uma vaga da manhã abrir, deu sorte...

A minha próxima tentativa foi a Teleperformance, ontem, 18/02 (gosto desses registros, hahaha). Arrastei meu namorado que também está com dificuldade para conseguir alguma coisa, no caso dele no ramo jurídico. A Teleperformance é mais organizada que a Contax (a prova é mais fácil), tem uma apresentação antes do processo seletivo que até empolga. Entre os produtos que me interessavam: Gol Linhas Aéreas. Mas nessa altura do campeonato eu topava qualquer coisa, só queria trabalhar e um horário viável. Na entrevista a selecionadora me sugeriu o produto Hoteis.com, por causa da minha pós. Nossa, ia ter tudo a ver!!! Ela foi ver as vagas e no final das contas: apenas vagas a partir das 14h e ela não me chegou a dizer quais produtos. Meu namorado foi separado de mim e encaminhado para o SAC do Walmart, que segundo ele tinha vaga pela manhã! Não pode ser coisa de perfil, porque ele e eu tinhamos um perfil muito mais próximo do que muita gente ali... Não sei se ela não sabia, se ela me deu uma desculpa, mas enfim... Mesmo papo de "ficamos com seu resultado, entramos em contato se abrir alguma vaga que se encaixe no perfil", blábláblá... Fiquei indignada depois que soube isso do Walmart e mandei uma mensagem para o RH questionando a existência de vagas pela manhã (por que anunciam às vezes, então? Igual faz a Contax. A gente vai à toa). Vamos ver... Gostei mais da Teleperformance do que da Contax, apesar da fama que a Teleperformance também tem. Meu namorado não ficou com a vaga porque era "muito qualificado", mas pegou o contato do representante Walmart para programas de trainee. :)

Durante a saída da selecionadora da Teleperformance, ouvi o diálogo de duas moças sobre vagas matutinas na Atento e que teria processo seletivo naquele mesmo dia às 13h. Apareci lá de penetra, claro! A Atento é mais desorganizada que a Contax e a Teleperformance (não comparei a Sitel até aqui porque ela não é das mais conhecidas, mas ela é bem organizada). Mas parece que eu consegui a vaga de manhã finalmente. Só que é de Agente de Cobrança... Não gostei muito, só que não vou jogar fora minhas opções. Abri conta ontem mesmo lá, hoje levei os documentos e amanhã (20/02) tenho a conversa com o supervisor do produto às 11h e vamos ver que tal. Ainda tem a Sitel na sexta e eu vou mais com a cara da Sitel, apesar de cobrança ter chance de ganhar mais que SAC. Tenho que passar na última entrevista da Sitel primeiro para decidir.

E é incrível como quando você está próximo de conseguir alguma coisa, está indeciso entre as opções, aparece algo mais para complicar! Hoje me ligaram para participar de uma seleção na quinta, no mesmo horário do PayPal da Sitel que eu já não ia mais (o da Philips é na sexta). A vaga é de Recepcionista Bilíngue, bom 5x2, e o melhor salário das minhas opções: R$1.900. Só não sei se vou passar com esse meu inglês, né! É mais um "vamos ver" para esta semana... Também um hostel entrou em contato, mas o horário conflita com a pós para variar!

Então a agenda do resto desta semana ficou assim:

20/02/13 (quarta) => Atento: conversa com o supervisor do produto (11h)
21/02/13 (quinta) => Entrevista para vaga de Recepcionista Bilíngue (10h)
22/02/13 (sexta) => Sitel: entrevista para o produto Philips (14h)

Sobre mim e o blog

Desde o finado BliG que eu não tenho um blog. Larguei mão por muito tempo nem tanto por preguiça, mas por TOC. Queria deixar tudo escrito com o mínimo de repetições possíveis de palavras, texto linear, ordem cronológica. É verdade que vai ser um pouco assim ainda até por questão de clareza, eu fiz Letras e tal, mas eu já sou menos"perfeccionista", para que eu possa escrever, né! Nada de texto tão formal. Escrever um blog tem o divertido de possivelmente se achar idiota depois por algo que escreveu.

A ideia do blog começou com um sonho que eu tive antes de uma entrevista com uma empresa de contact center. No sonho eu estava justamente escrevendo um blog sobre as minhas experiências em telemarketing! Acredito que o que me levou a ter esse sonho foi o blog de um rapaz que trabalhava como teleoperador e estava narrando seu alívio em sair da empresa. Estive procurando relatos sobre empresas de contact center e encontrei esse blog. Sempre me interesso pelos comentários. A impressão da empresa ali não parecia ser das melhores em geral. Mas convenhamos: é mais fácil encontrar críticas do que elogios. E foi assim com todas as empresas, exceto uma que não deve ser muito famosa ou é realmente boa, porque achei pouquíssimos xingos! Depende muito do número de teleoperadores que a empresa tem também. Quanto mais empregados, mais chances de encontrar desagradados!

Eu, de fato, ainda não sou teleoperadora. Sou quase, esta semana vai definir, até porque antes desta semana terminar eu tenho uma entrevista para recepcionista que paga bem melhor e vai me dar a experiência em atendimento que preciso (até para futuramente hoteis pensarem em me chamar para suas entrevistas). O blog foi criado porque, como eu disse anteriormente, vou logo me visualizando em algo e fazendo planos. A minha expectativa com o blog é mostrar o ser humano por trás do telemarketing. Como talvez eu venha a fazer críticas a empresa que eu estiver caso ela realmente não trate os teleoperadores como seres humanos, prefiro não divulgar meu nome. Medo? Sim! O mercado de trabalho está difícil, como eu expus no meu primeiro post! Mas queimar uma empresa não é o objetivo do blog. Quero usá-lo como terapia, pois sei que não será fácil, mas tudo na vida tem suas dificuldades, e ficar desempregado é ainda pior.

Por que eu desisti de ser professora? Não consigo dar aula para crianças e adolescentes. Não é que eu não goste, eu não consigo mesmo. Não me ouvem, não tenho autoridade. E se eu for trabalhar como teleoperadora ativa? Bom, EU ACHO que uma pessoa por vez é mais fácil para tentar falar sem querer ser ouvido do que toda uma sala de crianças correndo alucinadas. Ainda não sei como vai ser. Até gosto de dar aula para adultos, mas são poucas oportunidades. E não quero seguir uma área acadêmica a ponto de fazer mestrado. Decidi que meu negócio é o turismo, tem mais a ver com o ritmo de vida que eu andei apresentando. Aeroportos, hoteis... Apesar do início de tudo ter sido com a paixão pelas companhias aéreas, esse amor se estendeu. São ambos que fazem uma viagem ser boa. E como existem mais hoteis do que aeroportos, preferi Hotelaria a Aviação Civil como pós. Companhias aéreas tem muita competição para entrar, mais demissões e é um setor mais instável. Hotelaria vai crescer ainda mais até 2014 e 2016 com os eventos esportivos! Quero ter minha chance.

Por que o nome do blog é Teleblog? Falta de criatividade (talvez eu mude). E também porque tudo na área de telemarketing começa com "tele": teleoperador (para facilitar o extenso "operador de telemarketing"), teleatendimento... Ai, eu adoro como os nomes dessa área vão mudando para tirar o ar pejorativo: de operador de telemarketing / teleatendimento para agente / analista / representante de atendimento (o mesmo ocorre de "vendedor" para "promotor de vendas"). Apesar de telemarketing resumir toda essa ideia, vamos combinar que o atendimento receptivo (quando o cliente liga), não tem nada de marketing!

Até o próximo post, onde eu vou comentar as entrevistas que fiz para entrar nesse mundo!

Como estou prestes a entrar nessa vida

Tudo começou com um forte desejo de trabalhar numa companhia aérea. Tenho oportunidade de viajar bastante e sempre gostei do ambiente e do uniforme. Sou formada em Letras e estava atuando na minha área quando me candidatei pela Catho e 2 dias depois fui chamada para entrevista de uma vaga de Agente de Aeroporto da TAM, processo seletivo conduzido pela consultoria Wapiya. Nunca tinha feito uma entrevista antes, meus empregos como professora foram conseguidos graças a indicação, estágio ou por ser aluna. Então, digamos que eu fui muito mal na entrevista. E isso não faz nem um ano. Falei que eu era perfeccionista (eu sou mesmo, mas dizer isso é tão clichê que pega mal), não soube dizer um defeito, nem um bom motivo para trabalhar na empresa além de "ser apaixonada pela aviação". É bem verdade que eu lia muito sobre o assunto também, sabia quais eram os planos do setor, destinos, procedimentos e mais coisas empíricas, mas eu não consegui expor nada disso com o meu nervosismo. Não me preparei bem, pensei que seria mais fácil. Acredito que eu já não era muito o perfil no momento porque tinha pouca experiência como profissional em geral, sem grandes feitos para citar na redação que precisávamos fazer, enfim. A área é concorrida, eu tinha conseguido uma entrevista muito rápido, coisa que gente leva séculos para conseguir, quem dirá passar em todas as etapas. Eu passei no inglês, mas no fim desperdicei a oportunidade. Hoje consigo perceber como fui imatura. Não consegui mais nenhuma entrevista como Agente de Aeroporto desde então, nem na própria Wapiya 6 meses depois (quando pode repetir o processo seletivo). Nesse momento comecei a perceber como a coisa toda é difícil.

Graças ao meu cadastro no Catho, recebi o convite para o processo seletivo de uma empresa chamada Sitel. A vaga era para "Analista de Atendimento Trilíngue" da empresa Microsoft (que terceiriza o atendimento pela Sitel), salário 2 mil reais. Eu nunca tinha ganhado mais de mil na vida! Como falo mesmo inglês e espanhol (este último melhor que o primeiro), topei. E foi assim que eu tive contato pela primeira vez com uma empresa de contact center. Trabalhar com contact center (ou call center), sempre soa um pouco pejorativo. O cargo é subestimado, as pessoas odeiam telemarketing desde o útero da mãe apesar de muitas vezes (e admito que depois de muita espera) resolverem seus problemas sem você precisar sair de casa. O salário era bom, eu fui, não passei na entrevista em inglês dessa vez, fui menos babaca nas minhas respostas depois de pesquisar comportamentos em entrevistas (só não soube explicar meus hobbies, como ia saber que me perguntariam isso!), mas fiquei com boa impressão da empresa. Foi então que tive a ideia de atingir o cargo de Agente de Aeroporto começando como teleoperadora da empresa aérea que eu conseguisse entrar. Nas minhas entrevistas sempre me foi explicado sobre a seleção interna para cargos com melhores salários depois de 6 meses. Era isso que eu ia fazer!

Apesar de me inscrever nas vagas para teleoperadora de companhias aéreas no site Elancers, foi o currículo que eu enviei pelo Catho para a Avianca que deu resultado. Nessa altura do campeonato eu já não queria ser mais professora, me perguntava porque não tinha feito Administração / Turismo / Hotelaria (ainda pensei duas vezes em fazer Hotelaria antes de pensar três e optar por Letras), pois tinham outras vagas para essas graduações e o currículo de quem era dessas áreas chamava mil vezes mais atenção. Eu achava que Letras poderia casar com muita coisa, mas estava enganada. Moro em São Paulo e aqui as pessoas gostam de tudo no seu devido lugar. Só se rolasse um QI, mas eu não conhecia ninguém da área.

Antes de fazer a entrevista para teleoperadora da Avianca, já tinha decidido fazer uma pós-graduação em Hotelaria. Como nem experiência em atendimento eu tinha para me ajudar a mudar de área, isso me vincularia à área ao menos. E pagar toda uma graduação de novo, dedicar tempo todos os dias, jogar fora o dinheiro da faculdade de Letras, eu não queria. Pós são poucos dias e eleva seu nível de formação, claro. O problema até hoje, que me dificulta conseguir emprego, é o horário das aulas: dois dias na semana, a partir das 19h15. A Avianca queria gente para horários que ultrapassavam isso. Mas nem foi isso que me desclassificou, se precisasse optar eu optaria pela Avianca e iniciaria a pós no semestre seguinte, depois de esperançosamente trocar de horário para matutino (sempre me visualizo conseguindo e faço logo planos). O que me desclassificou foi a falta de experiência mesmo. No dia da entrevista tinha muita gente que já tinha trabalhado para outras companhias aéreas.

Muito frustrada e já não trabalhando mais porque tinha saído para procurar outra coisa (não passo necessidade porque minha mãe me ajuda), resolvi procurar emprego na minha área mesmo enquanto não começava a pós (que só começa em março). Tenho bom currículo, principalmente para professora de espanhol, fiz cursos no exterior, tenho diploma avançado do Instituto Cervantes... E por ser formada em Letras, algumas editoras aceitam gente desse curso para ser revisor de texto, etc. Pensa que consegui alguma entrevista? NADA! Comecei a ficar preocupada. Nem na minha área!!! Foi então que decidi procurar experiência (e trabalho) nessas empresas de contact center que contratam todos os dias gente até sem experiência. Ia ser uma escola. Eu ia ter o que fazer (pior coisa para um currículo é ficar meses parado), ganhar algum dinheiro, poder dizer que tinha experiência com atendimento ao público (o que te abre um leque de opções depois, mesmo que não tão bem pagas, mas para não morrer de fome)... E coisas que eu acho importante e que não tinha acontecido na minha vida ainda: carteira assinada e horário de trabalho. Se tivesse uniforme eu ia adorar. A minha surpresa era justamente quanto ao horário de trabalho mais comum... Mas isso fica para um próximo post junto com as minhas entrevistas para entrar nesse mundo do telemarketing! Como dá para notar, foi um pouco falta de opção.